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TERAPIA COGNITIVA CONSTRUTIVISTA (1) archivo del portal de recursos
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Cristiano Nabuco de Abreu
Luciane Gonzalez Valle
Miréia Casademunt Roso 2
RESUMO
A pós-modernidade é marcada por uma grande alteração nos
paradigmas científicos, principalmente aqueles nos quais as psicoterapias estão
inseridas. Neste contexto é que surge o construtivismo terapêutico como uma
resposta à pluralidade que é encontrada dentro de cada pessoa. Para tal, algumas
concepções clássicas a respeito de cognição e emoção sofrem uma profunda
alteração em seus princípios.
As emoções, que outrora eram consideradas inimigas e tóxicas para o
equilíbrio humano, passam a ser consideradas fundamentais para o equilíbrio
emocional, ou seja, de intrusas elas passam a ser essenciais para a ecologia do
sistema.
Ao longo do artigo tais considerações serão aprofundadas.
ABSTRACT
Constructivistic cognitive psychotherapy
The post
modernity is marked by a big change on the scientific paradigmas, especially
those where psychotherapies are inserted. In this context surfaces therapeutic
constructivism as an answer to the plurality that is found inside each person.
Some classical conceptions regarding cognition and emotion are suffering a
profound alteration in their principles. The emotions, for instance, that
formerly were considered enemies and toxic for human balance, right now are
consider fundamental for the emotional equilibrium. From intruders they became
essential for the system's ecology. During this article, such considerations
will be deepened.
Ao longo dos últimos anos, a psicoterapia e todo o vocabulário simbólico
que a define vem sofrendo uma profunda alteração em seus fundamentos (Mahoney
& Albert, 1996). Procurando acompanhar as evidentes transições históricas e
as mudanças verificadas no campo das ciências humanas, houve significativas
alterações na prática clínica, levando consigo todas as concepções mais antigas
que envolviam o conceito de mudança psicológica - um dos pontos cardinais do
panorama psicoterapêutico.
Por muito tempo acreditou-se que o "saber" (o conhecimento) era uma
resultante direta da realidade ou do mundo externo que ao incidir sobre nossos
sentidos - semelhante a um raio de luz que incide sobre um anteparo - criava
reflexos e, quanto mais perfeitos fossem, mais refletiriam a fonte e, portanto,
mais apurado seria considerado o nosso conhecimento. Nessa concepção
epistemológica "objetivista", os significados que transitam em nossa mente são
entendidos como frutos diretos das representações extraídas da realidade
externa, isto é, no desenvolvimento de nossa cognição, exibimos uma natural
inclinação de revelar "internamente" os significados da existência concreta
externa.
A partir dessa idéia (quase platônica) do conhecimento, o saber se
tornará cada vez mais verdadeiro na proporção direta da habilidade de uma pessoa
em descobrir (se possível, ao máximo) os conceitos já existentes no mundo
exterior. Um simples exemplo dessa assertiva seria observado ao se indagar a
alguém a respeito do significado da palavra pássaro. Rapidamente veríamos essa
pessoa atribuindo valores como: voador, possuidor de penas, com um bico,
alimentando-se de insetos, etc. Portanto, silenciosamente testemunharíamos o
trabalho da cognição em sua tentativa de fracionar esse estímulo da realidade
externa, classificando-o em conjuntos de símbolos e conceitos para que depois os
mesmos possam ser organizados para estarem em correspondência máxima com o mundo
"lá de fora". Assim, quanto mais elementos puderem ser coletados a respeito da
categoria pássaro, mais completa será a descrição e, conseqüentemente, mais
verdadeiro será o conhecimento adquirido pela pessoa - este é um pressuposto das
terapias cognitivas objetivistas (ou chamadas "modelo Beck") (Abreu e Roso, no
prelo).
Segundo Beck e Freeman (1993), não é a situação (ou o contexto) que
determina o que as pessoas sentem, mas o modo como elas interpretam (e pensam) a
respeito dos fatos em uma dada situação. Nos modelos tradicionais da terapia
cognitiva, ao pensamento foi atribuído um caráter determinante e à sua
disfunção, toda uma variedade de psicopatologias. Dessa forma, a "razão", dentro
dessa alusão, foi elevada à categoria de destaque e a precisão e a graça de sua
performance deu-nos a chave para o comando de uma boa saúde mental. Daí
originou-se a máxima de que o "viver bem é o resultado de um pensar bem (ou
corretamente)" (Mahoney, 1998).
Assim, as concepções cognitivistas objetivistas desenvolveram as mais
diversificadas propostas e criaram ferramentas que se propunham a fazer um
ajuste cognitivo, como, por exemplo: os "registros de pensamentos disfuncionais"
(Beck, 1995), as técnicas de "reestruturação cognitiva" (Beck e Freeman, 1993),
o processo de "identificação de crenças irracionais" (Ellis, 1988) e toda uma
variedade de técnicas que sustentaram (e ainda sustentam) a prática da correção
ou da substituição dos padrões disfuncionais de pensamento por padrões mais
funcionais (logicamente falando). Portanto, tornou-se fundamental para as
referências cognitivistas objetivistas que as distorções do significado não
evoluam a ponto de se tornarem mal-adaptativas para o indivíduo.
Em outras palavras, se o pressuposto epistemológico é de que o
"conhecimento" é uma representação imediata do mundo exterior - dessa realidade
que é única, cabe ao terapeuta auxiliar o paciente no ajuste, no aperfeiçoamento
e na busca de padrões mais concordantes com a existência socialmente
estabelecida. Dessa forma, o comportamento humano normal (teoricamente falando)
dependerá da capacidade da pessoa em "compreender", correspondendo à natureza do
ambiente social e físico dentro da qual ela se encontra situada (Beck e Alford,
2000).
O modelo cognitivo objetivista parte do princípio de que as emoções são
derivadas dos padrões de pensamento que, pautados nas crenças, direcionam a
maneira pela qual as pessoas interpretam as situações a que estão expostos. Os
eventos em si não determinam diretamente como alguém irá se sentir, mas antes,
os juízos de valor associados é que provocarão uma resposta emocional
específica. Assim, para que uma emoção possa ser contextualizada, o terapeuta
cognitivo sempre buscará verificar qual é a avaliação racional da situação que
está sendo feita do ponto de vista do paciente (Beck, 1995).
Por isso, apesar de a emoção ser considerada de grande importância para o
profissional, sua função é a de indicar, como um sinalizador marinho, a presença
de pensamentos e/ou crenças a ela associados. Dessa forma, quando o indivíduo se
depara com situações nas quais o descontrole emocional é revelado, torna-se
necessário um exame mais minucioso da crença subjacente ou mesmo de algum
esquema (conjunto de crenças) que esteja servindo a propósitos de desadaptação.
Entende-se em um caso como esse que o filtro conceitual ou mesmo a lógica
pessoal esteja trabalhando de maneira incorreta, desprovida de lógica, levando o
paciente a um inevitável e contínuo processo de sofrimento. Daí ergue-se uma das
premissas centrais cognitivistas: que a crença seja corrigida e submetida a uma
(nova) e mais correta avaliação (em correspondência com a realidade). Assim,
segundo Beck (1995), a terapia cognitiva normalmente visa abrandar a aflição
emocional, corrigindo as interpretações possivelmente errôneas construídas pelo
indivíduo ao longo de sua vida. A emoção, portanto, tornar-se-á disfuncional
quando decorrente de pensamentos irrealistas ou absolutistas interferindo, desta
maneira, na capacidade de o paciente pensar de forma clara e objetiva.
Entende-se, sob este referencial terapêutico, que uma reflexão racional e um
exame mais realista dos pensamentos (e/ou crenças) disfuncionais ofereceriam
condições de reparar as emoções em desalinho com a vida de cada um.
Assim como a revolução cognitiva na década de 1960 alterou as bases das
psicoterapias comportamentais, a chegada dos paradigmas construtivistas causou
uma segunda grande revolução na história das abordagens cognitivas clássicas
(Abreu e Shinohara, 1998; Mahoney, 1998).
O funcionamento cognitivo nessa nova concepção não mais se caracterizará
pela simples manipulação automática de símbolos abstratos a fim de se atingir um
sentido final e único, como advoga a referência cognitiva objetivista (Mahoney,
1998). Mas, na posição das abordagens cognitivas construtivistas, entende-se que
a mente em funcionamento não somente reflete o mundo exterior, mas o transpõe,
atribuindo significados que, muitas vezes, não são originários do estímulo em
si. Dessa forma, a realidade interna será vista como fundamentalmente derivada
de cada indivíduo e do ponto de vista emocional, ou seja, o mundo é construído
também pelas emoções e não somente através das premissas racionais.
Como já dizia Kant, a mente não é uma cera passiva por sobre a qual a
experiência e a sensação escrevem sua vontade caprichosa e absoluta; nem
tampouco é um mero nome abstrato para a série ou o grupo de estados mentais;
mas, antes, é um órgão ativo que molda e coordena as sensações em idéias, um
órgão que transforma a multiplicidade caótica da experiência em uma unidade
ordenada de pensamento.
O conhecimento, então, diferente das referências objetivistas, será
compreendido como fruto de uma organização pessoal, arquitetada e organizada por
cada pessoa. Adota-se como metáfora explicativa desse funcionamento o chamado
princípio da multiplicidade (ou seja, a possibilidade de múltiplas construções
de sentido) e não mais o princípio da correspondência (que contempla apenas uma
única construção, como utilizado pelas concepções epistemológicas objetivistas).
Para que o leitor possa compreender um pouco melhor as premissas
construtivistas, vale a pena que nos aprofundemos na dialética da construção de
significados (Abreu e Roso, no prelo, b).
De maneira geral, podemos dizer que existem dois tipos globais e
complexos de atribuição de sentido, que retratam a maneira pela qual nosso
organismo, como um todo, organiza-se em suas trocas com o mundo. Os significados
são construídos obedecendo a uma via de mão-dupla, ou seja, através do
processamento conceitual e do processamento vivencial. O primeiro tipo de
operação é aquele percebido através de nossa razão e de nosso raciocínio lógico
(cf. já descrito anteriormente a respeito da palavra "pássaro"). Já no
processamento vivencial os significados gerados em nossa consciência advêm da
atividade de percepção e leitura dos conteúdos corpóreos, estando em uma
condição quase total de pré-conceitualidade e inconsciência. Nesse nível, não
interpretamos as situações do ponto de vista lógico, mas sob uma ótica
emocional, ou seja, os significados que serão produzidos por um evento
fundamentar-se-ão nos princípios experienciais das situações. Dessa forma, uma
vez sentida a informação, este conteúdo será traduzido em aspectos de "conforto
ou desconforto" e à "segurança ou ameaça" da integridade corporal. Um exemplo
disso é a grande maioria das queixas ouvidas pelos profissionais; nas mais
diversas situações é freqüente escutarmos queixas do tipo: "estou me sentindo
sufocado(a) com tal situação", "…aquele lugar me causa um aperto no peito",
"sinto que estou carregando o mundo em minhas costas…", etc. Portanto, muitas da
traduções que fazemos a respeito dos eventos provêm inicialmente dos sinais
corporais (também chamados de "sensoriais"), para que, posteriormente, possam
vir a ser integrados e então explicados pelo nosso raciocínio analítico.
Assim, primeiramente sentimos algo, para depois podermos pensar a
respeito de seu conteúdo (Greenberg e Safran, 1987). Como imagem explicativa
desse tipo de atividade (e oposta àquela cartesiana penso, logo existo),
descreveríamos a metáfora: existo, logo penso, sugerindo implicitamente que a
emoção sempre criará "problemas" para que o pensamento possa resolver. O que foi
ordenado pela experiência pessoal do indivíduo torna-se verdadeiro e converte-se
em um elemento soberano e determinante aos seus sentidos (mesmo que aos olhos
dos outros possa parecer uma miragem). É, portanto, a partir da construção
interna que os clientes atribuem os significados à realidade externa (Greenberg,
1998). "Somos prisioneiros", como afirma Guidano (1994, p. 72), "capturados na
rede de nossas teorias e expectativas". Assim, tal arquitetura pessoal de
significados permite que o indivíduo leve consigo não uma cópia do mundo
externo, mas uma representação ou "mapa do mundo" (que não é o mundo em si), mas
desenhado a partir de sua teoria personificada de vida (Mahoney, 1998).
De maneira geral, a concepção cognitiva construtivista considera as
estruturas emocionais um dos mais fundamentais alicerces para que a edificação
do conhecimento humano possa acontecer. Segundo vários autores, a emoção, em
maior ou menor grau, sempre contribuirá para a formação dos significados no
nosso sistema psicológico humano. Nesse sentido, seria virtualmente impossível
considerar as estruturas cognitivas de significado sem que se agregue, de uma
maneira ou de outra, o funcionamento emocional.
Sem exceção, homens e mulheres de todas as idades, culturas, grau de
instrução e nível econômico têm emoções, atentam para as emoções dos outros,
cultivam passatempos que manipulam suas emoções e em grande medida governam suas
vidas buscando certas emoções, enquanto procuram evitar outras desagradáveis
(Damásio, 2000). Tal funcionamento emocional, portanto, é de central importância
para a construção de significados, pois envolve certas atividades do hipotálamo
e da amígdala e sua reação àquelas situações nas quais o organismo é colocado em
condições de risco e de perigo (Damásio, 1994). Dessa forma, quando tais
circunstâncias são detectadas, certos alarmes emocionais são disparados dando
origem às chamadas emoções primárias, também conhecidas por "raiva", "medo" e
"tristeza". Tal mecanismo de ação "instantânea", se podemos assim dizer,
habilita-nos a primeiro agir, para que somente depois possamos pensar um pouco
mais a respeito da condição perturbadora. Imaginem nossos ancestrais em uma
floresta ouvindo um ruído estrondoso que se aproximava velozmente. É mais
interessante primeiro correr, para depois, em um local mais seguro, poder pensar
melhor a respeito do que foi aquela ameaça. Tais dispositivos podem também ser
vistos quando estamos distraídos e uma pessoa conhecida subitamente aparece.
Mesmo que saibamos que o estímulo (no caso, a pessoa) não é ameaçador, nossa
estrutura emocional reagirá instintivamente para nos proteger, produzindo a
reação comportamental de recuo ou distanciamento, apesar de "sabermos" que nada
de mal poderia ocorrer.
Em comparação à cognição, a emoção é biologicamente
mais antiga e entendida por um sistema de ação rápida desenhado para assegurar a
manutenção da vida. Entendemos, assim, no modelo teórico construtivista, que as
emoções não são nem racionais nem irracionais, mas sim "adaptativas" por
natureza, portanto não precisando ser domesticadas. Ao longo dessa explanação,
uma pergunta poderá, sem dúvida, ser levantada por algum leitor ao indagar a
respeito das emoções negativas, pois não seriam elas ruins e prejudiciais ao
indivíduo que as experiência? A réplica a esse questionamento é interessante,
uma vez que, quando se argumenta a respeito das emoções "boas" e "más"
(principalmente as más), referimo-nos muito mais ao aspecto fenomenológico (e
subjetivo) de vivenciar essa emoção do que a respeito de sua funcionalidade
propriamente dita. Pelo fato de experimentarmos emoções que nos produzem
desprazer, isso nos cria uma perspectiva de interpretação (social e pessoal) de
que as emoções negativas e intensas devem ser banidas, pois colocam em risco
nossa integridade psicológica. Todavia, recentes pesquisas afirmam que as
emoções não são, como muitas teorias psicológicas asseguraram, e ainda atestam
hoje, intrusas tóxicas que devem ser controladas ou eliminadas a qualquer custo,
mas antes, importantes mensageiras que nos advertem e sinalizam a respeito de
como nos sentimos ou de como experienciamos determinados contextos ou situações
(Greenberg e Paivio, 1997). Seguindo essas mesmas premissas, não são nossos
problemas afetivos que nos conturbam por existência, mas a dificuldade que
manifestamos em compreendê-los em sua totalidade, ou seja, não são as emoções
que nos afligem, mas sim nossa dificuldade em entendê-las. Um último pensamento
a esse respeito: somos, no final das contas, o resultado de nossas emoções e de
como lidamos com elas, portanto, somos aquilo que nos sentimos que somos.
Assim, de maneira bem genérica, diríamos que uma das metas dos modelos
construtivistas é a de auxiliar os indivíduos na construção de um significado,
utilizando as emoções como ponto de partida, desenvolvendo e encorajando uma
postura de maior abertura, para que essas emoções possam ser simbolizadas e,
então, finalizadas em seu significado total.
A patologia, então, estaria relacionada com a incapacidade das pessoas
para integrar, aceitar ou tratar seus sentimentos e emoções como necessidades
básicas que deveriam ser ouvidas e respeitadas. Disfuncional, portanto, não são
as emoções, mas o não se sentir autorizado a ter tais conteúdos.
Concluindo, é possível observar que a principal diferença entre as duas
concepções epistemológicas das terapias cognitivas (objetivista e
construtivista) está no enfoque dado à participação dos esquemas emocionais e,
por isso, à sua contribuição na história de vida e na formação do indivíduo com
seus problemas particulares (sintomas e/ou queixas). É possível que
psicoterapeutas cognitivos mais objetivistas tenham se identificado com algumas
das idéias construtivistas, da mesma forma que certos clínicos construtivistas
possam ter reconhecido a utilidade de uma postura mais objetiva e pragmática
adotada pelos cognitivistas (Abreu, 1999). Como exposto no início deste artigo,
nossa intenção é a de refletir sobre as múltiplas possibilidades da teoria e da
prática de nossa rica e plural descendência cognitiva.
Assim, emprestando da concepção construtivista a idéia de que o homem
constrói, através da sua história, um conhecimento pessoal sobre si mesmo e
sobre o mundo, podemos afirmar que toda concepção, todo conhecimento e toda
compreensão de realidade serão sempre construções e interpretações feitas a
partir do sujeito que as vivencia, tomando como ponto de partida sua história
passada de interações, que se tornam, inevitavelmente, sua representação maior,
ou, se o leitor preferir, seu guia interno do mundo. Como diria Fernando Pessoa,
"nós fabricamos realidades". Nesse sentido, os aspectos que venham a se mostrar
divergentes ou até mesmo complementares de ambas as concepções cognitivas
descritas aqui servem para que cada um de nós, autores e leitores, ampliemos a
nossa própria construção de realidade e do império psicológico que aguarda ser
por nós conquistado.
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Nota
1 - Texto publicado no Site Cognitivo em 03 de julho de 2002. Fonte: Revista de Psiquiatria Clínica 28 (6):356-360, 2001. Site: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/index.html
2 - Núcleo de Psicoterapia Cognitiva de São Paulo. Cristiano Nabuco de Abreu (Doutor em Psicologia), Luciane Gonzalez Valle (Psicóloga. Especialista em Terapia Cognitiva-Construtivista) e Miréia Casademunt Roso (Mestre em Psicologia). Endereço para correspondência: Cristiano Nabuco de Abreu. Rua Medgar Evers, 05 - CEP 04020-080 - São Paulo, SP. Fone: (0xx11) 5572-7616. E-mail: nabuco@netpoint.com.br