|
BUTLER
E A DESCONSTRUÇÃO DO GÊNERO archivo del portal de recursos
para estudiantes |
Carla Rodrigues
Publicado en
Antroposmoderno el 19/02/07
A divisão sexo/gênero funciona como uma espécie de pilar fundacional da política feminista e parte da idéia de que o sexo é natural e o gênero é socialmente construído.
Fonte:
Rev. Estud. Fem. vol.13 no.1 Florianópolis Jan./Apr. 2005
Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade.
BUTLER, Judith
P.
Tradução de Renato Aguiar.
Rio de Janeiro: Editora Civilização
Brasileira, 2003. 236 p.
Dito de forma muito resumida, Problemas de
gênero: feminismo e subversão da identidade desconstruiu o conceito de gênero no
qual está baseada toda a teoria feminista. A divisão sexo/gênero funciona como
uma espécie de pilar fundacional da política feminista e parte da idéia de que o
sexo é natural e o gênero é socialmente construído. Essa é a premissa que Judith
Butler problematizava no livro, primeiro da autora traduzido no Brasil (foi
lançado nos Estados Unidos em 1990) e ainda hoje reconhecido como sua obra mais
importante. Discutir essa dualidade foi o ponto de partida para que a pensadora
questionasse o conceito de mulheres como sujeito do feminismo.
O par
sexo/gênero foi um dos pontos de partida fundamentais (talvez fosse melhor dizer
fundacionais) da política feminista. O desmonte da concepção de gênero seria o
desmonte de uma equação na qual o gênero seria concebido como o sentido, a
essência, a substância, categorias que só funcionariam dentro da metafísica que
Butler também questionou. Assim como Derrida desmontou a estrutura binária
significante/significado e a unidade do signo, 1 e fez com isso uma crítica à
metafísica e às filosofias do sujeito, Butler desmontou dualidade sexo/gênero e
fez uma crítica ao feminismo como categoria que só poderia funcionar dentro do
humanismo. 2 Para refletir sobre os efeitos dessa desconstrução, é fundamental
entender desconstrução não como desmonte ou destruição. 3
Repensar
teoricamente a "identidade definida" das mulheres como categoria a ser defendida
e emancipada no movimento feminista parece ter sido a principal tarefa de
Butler. O problema que ela apontou foi o da inexistência desse sujeito que o
feminismo quer representar. Esse era um debate acadêmico preexistente no qual
Butler se inseriu como uma das pensadoras que, de alguma forma, radicalizou
aquilo que a teoria feminista já problematizava. Nessa discussão sobre a
identidade das mulheres que Butler reconhecia já estar posta - o livro é de 1990
- a filósofa acrescentou a crítica ao modelo binário, que foi fundamental na
discussão que a autora levantou a respeito da distinção sexo/gênero.
O
conceito de gênero como culturamente construído, distinto do de sexo, como
naturalmente adquirido, formaram o par sobre o qual as teorias feministas
inicialmente se basearam para defender perspectivas "desnaturalizadoras" sob as
quais se dava, no senso comum, a associação do feminino com fragilidade ou
submissão, e que até hoje servem para justificar preconceitos. 4 O principal
embate de Butler foi com a premissa na qual se origina a distinção sexo/gênero:
sexo é natural e gênero é construído. O que Butler afirmou foi que, "nesse caso,
não a biologia, mas a cultura se torna o destino" (p. 26). Para a contestação
dessas características ditas naturalmente femininas, o par sexo/gênero serviu às
teorias feministas até meados da década de 1980, quando começou a ser
questionado.
Butler apontou para o fato de que, embora a teoria feminista
considere que há uma unidade na categoria mulheres, paradoxalmente introduz uma
divisão nesse sujeito feminista. Butler quis retirar da noção de gênero a idéia
de que ele decorreria do sexo e discutir em que medida essa distinção
sexo/gênero é arbitrária. Butler chamou a atenção para o fato de a teoria
feminista não problematizar outro vínculo considerado natural: gênero e desejo.
Até que ponto se poderia identificar aqui a mesma crítica derridiana do caráter
arbitrário do signo, como uma falsa unidade na teoria de Saussure, como uma
premissa nunca antes contestada? É o que identificamos quando Butler afirma:
"talvez o sexo sempre tenha sido o gênero, de tal forma que a distinção entre
sexo e gênero revela-se absolutamente nenhuma" (p. 25). Butler indicava, assim,
que o sexo não é natural, mas é ele também discursivo e cultural como o
gênero.
Para Butler, a teoria feminista que defende a identidade dada
pelo gênero e não pelo pelo sexo escondia a aproximação entre gênero e essência,
entre gênero e substância. Segundo Butler, aceitar o sexo como um dado natural e
o gênero como um dado construído, determinado culturalmente, seria aceitar
também que o gênero expressaria uma essência do sujeito. Ela defendeu que
haveria nessa relação uma "unidade metafísica" e chamou essa relação de
paradigma expressivo autêntico, "no qual se diz que um eu verdadeiro é
simultâneo ou sucessivamente revelado no sexo, no gênero e no desejo" (p. 45). O
que Butler parece ter indagado foi, afinal, quando acontece essa construção do
gênero? Foi em função dessa questão que ela discutiu (ou desconstruiu) várias
das teorias feministas sobre gênero.
No livro, a autora estabelece
interlocuções com diferentes autoras, entre as quais destaca-se Simone de
Beauvoir. No debate com Beauvoir, Butler indica os limites dessas análises de
gênero que, segundo ela, "pressupõem e definem por antecipação as possibilidades
das configurações imagináveis e realizáveis de gênero na cultura" (p. 28).
Partindo da emblemática afirmação "A gente não nasce mulher, torna-se mulher",
Butler aponta para o fato de que "não há nada em sua explicação [de Beauvoir]
que garanta que o 'ser' que se torna mulher seja necessariamente fêmea" (p.
27).
Nessa tentativa de "desnaturalizar" o gênero, Butler propunha
libertá-lo daquilo que ela chama - em uma referência a Nietzsche - de metafísica
da substância. Segundo Butler, na maioria das teorias feministas o sexo é aceito
como substância, como aquilo que é idêntico a si mesmo, em uma proposição
metafísica. Para ela, a posição feminista humanista entende gênero como
"atributo" de pessoa, "caracterizada essencialmente como uma substância ou um
'núcleo' de gênero preestabelecido, denominado pessoa" (p. 29). O que Butler
argumentou foi que, ao contrário do que defendiam as teorias feministas, o
gênero seria um fenômento inconstante e contextual, que não denotaria um ser
substantivo, "mas um ponto relativo de convergência entre conjuntos específicos
de relações, cultural e historicamente convergentes" (p. 29).
Foi pelo
caminho da crítica às dicotomias que a divisão sexo/gênero produz que Butler
chegou até a crítica do sujeito e contribuiu para o desmonte da idéia de um
sujeito uno. Note-se que Butler não recusa completamente a noção de sujeito, mas
propõe a idéia de um gênero como efeito no lugar de um sujeito centrado. Nas
palavras de Butler, essa possibilidade se apresenta: "A presunção aqui é que o
'ser' um gênero é um efeito" (p. 58, grifo da autora). Aceitar esse caráter de
efeito seria aceitar que a identidade ou a essência são expressões, e não um
sentido em si do sujeito.
Aqui, antes de avançar no pensamento de Butler,
vale discutir qual o significado de différance para Derrida. Uma definição
relativamente simples explica différance primeiro pelo que ela não é: "Não é
nenhuma diferença particular ou qualquer tipo privilegiado de diferença, mas sim
uma diferencialidade primeira em função da qual tudo o que se dá só se dá,
necessariamente, em um regime de diferenças (e, portanto, de relação com a
alteridade)".5 Em outras palavras, nada é em si mesmo, tudo só existe em um
processo de diferenciação. Assim, a identidade não é algo, mas é efeito que se
manifesta em um regime de diferenças, num jogo de referências. Para Derrida, por
exemplo, na linguagem só existem significantes, que se expressam em uma relação
de remetimentos. Butler diz que não existe uma identidade de gênero por trás das
expressões de gênero, e que a identidade é performativamente constituída. O que
Derrida diz sobre o signo é que não há significado por trás do significante, e
que o sentido é efeito constituído por uma cadeia de significantes.
Em
relação à différance, diz Butler: "A ruptura pós-estruturalista com Saussure e
com as estruturas identitárias de troca encontradas em Lévi-Strauss refuta as
afirmações de totalidade e universalidade, bem como a presunção de oposições
estruturais binárias a operarem implicitamente no sentido de subjugar a
ambigüidade e a abertura insistente da significação lingüística e cultural. Como
resultado, a discrepância entre significante e significado torna-se a différance
operativa e ilimitada da linguagem, transformando toda a referência em
deslocamento potencialmente ilimitado" (p. 70).
Política e
representação
Cabe ressaltar que Butler estava problematizando o conceito
mulheres, mesmo quando utilizado no plural, em uma tentativa de abarcar outros
cruzamentos como raça, etnia, idade, etc., ou seja, a adesão ao plural não
satisfazia Butler, que ainda enxergava uma normatização nessa troca da categoria
mulher para mulheres. Butler apontava para a possibilidade de haver política sem
que seja necessária a constituição de uma identidade fixa, de um sujeito a ser
representado, para que essa política se legitime. Ao mesmo tempo, ela propôs
repensar as restrições que a teoria feminista enfrenta quando tenta representar
mulheres. Butler afirmou que o sujeito feminino poderia deixar de ser o motor da
política feminista, o que traria muitos problemas, como ela mesma reconhece,
quando diz: "Sem um conceito unificado de mulher ou, minimamente, uma
similaridade de tipo familiar entre os termos relacionados pelo gênero, a
política feminista parece perder a base categórica de suas próprias afirmações
normativas. Quem constitui o 'quem', o sujeito para o qual o feminismo busca uma
libertação? Se não existe sujeito, a quem vamos emancipar?"6 Butler mantém uma
crítica ao que ela considera uma exigência da política: a presença de um sujeito
estável. "Afirmar que a política exige um sujeito estável é afirmar que não pode
haver oposição política a essa afirmação", diz Butler, 7 que defendeu a distinção
entre recusar a existência do sujeito como premissa e recusar completamente a
noção de sujeito.
Butler estaria tentando deslocar o feminismo do campo
do humanismo, como prática política que pressupõe o sujeito como identidade
fixa, para algo que deixe em aberto a questão da identidade, algo que não
organize a pluraridade, mas a mantenha aberta sob permanente vigilância. Nas
palavras de Butler: "A desconstrução da identidade não é a desconstrução da
política; ao invés disso, ela estabelece como políticos os próprios termos pelos
quais a identidade é articulada. Esse tipo de crítica põe em questão a estrutura
fundante em que o feminismo, como política de identidade, vem-se articulando. O
paradoxo interno desse fundacionismo é que ele presume, fixa e restringe os
próprios sujeitos que espera representar e libertar" (p. 213).
O paradoxo
que ela aponta nos impediria de pensar o sujeito como um devir permanente, como
um processo ou uma promessa. Mas esse sujeito seria também irrepresentável? Com
que conseqüências? Existiria alguma possibilidade de ganho nessa libertação?
Butler parece defender que sim quando afirma: "Se as identidades deixassem de
ser fixas como premissas de um silogismo político, e se a política não fosse
mais compreendida como um conjunto de práticas derivadas dos supostos interesses
de sujeitos prontos, uma nova configuração política surgiria certamente das
ruínas da antiga" (p. 213).
Em texto em que exploram as ligações entre o
feminismo e o pós-modernismo, Nancy Fraser e Linda J. Nicholson8 também defendem
a idéia de um novo feminismo, e, ainda que as propostas dessas duas autoras
possam não ser semelhantes às de Butler, vai se tentar aqui uma breve exposição
das idéias do artigo. Primeiro, elas fazem uma leitura de A condição
pós-moderna.9 Segundo interpretação de Fraser e Nicholson, a principal pergunta
de Lyotard é: "onde está a legitimação na era pós-moderna?" A resposta de
Lyotard, ainda segundo elas, seria de que, "na era pós-moderna, a legitimação se
faz plural, local e imanente". Fraser e Nicholson propõem uma aproximação da
teoria feminista ao pós-modernismo, batizado de pós-feminismo, que "deixaria de
lado a idéia de sujeito da história. Substituiria as noções unitárias de mulher
e identidade genérica feminina por conceitos de identidade social que são
plurais e de constituição complexa, e nos quais o gênero seria somente um traço
relevante entre outros". 10 Escapar da política representacional criaria pelo
menos um problema: a questão da legitimidade que as duas apontam. Exigir
sujeitos estáveis para fazer política cria um pressuposto fixo a uma realidade
instável, conforme critica Butler.
Um dos desdobramentos do pensamento de
Butler seria o fortalecimento das teorias queer, dos movimentos de gays,
lésbicas e transgêneros e de um certo abandono do feminismo como uma bandeira
ultrapassada. Mas essa saída também está sob interrogação. Em 1998, Judith
Butler 11 e Nancy Fraser 12 estabeleceram, nas páginas da New Left Review, um
debate sobre o lugar do feminismo na esquerda e no contexto do capitalismo
tardio. Sobre esse debate, há um interessante artigo de Claudia Bacci, Laura
Fernández e Alejandra Oberti. 13 A desconstrução de gênero, em Butler, é
freqüentemente apontada como um fator de esvaziamento dos estudos feministas em
prol da chamada queer theory. Parece relevante registrar que a própria Butler
discute esse aspecto da dissociação entre feminismo e queer theory em
entrevista 14 concedida a Peter Osborne e Lynne Segal, na qual ela alerta para os
perigos desse "anti-feminismo" e diz: "Me parece que combater a dualidade
sexo/gênero através da teoria queer, dissociando essa teoria do feminismo, é um
grande erro".
Problemas de gênero foi publicado pela Civilização
Brasileira na coleção Sujeito e História, coordenada pelo psicanalista Joel
Birmann. No seu trabalho seguinte, Bodies that Matter, publicado nos Estados
Unidos em 1993, Butler aprofunda diversas questões levantadas em Problemas de
gênero, mas o livro ainda não tem previsão de publicação no Brasil. Sobre Bodies
that Matter, há uma esclarecedora entrevista de Butler publicada na Revista de
Estudos Feministas. 15 A introdução de Bodies that Matter está traduzida em O
corpo educado. 16
Notas
1 Jacques DERRIDA, 2004.
2
Toma-se aqui a definição de humanismo em Martin HEIDEGGER, 1991: "[...] qualquer
humanismo permanece metafísico. Na determinação da humanidade do homem, o
humanismo não só deixa de questionar a relação do ser com o ser humano, mas o
humanismo tolhe mesmo esta questão, pelo fato de, por causa de sua origem
metafísica, não a reconhecer, nem a compreender. [...] O primeiro humanismo, a
saber o romano, e todos os tipos do humanismo que, desde então até o presente,
têm surgido, pressupõe como óbvia a 'essência' mais universal do homem" (p.
8-9).
3 "A origem do termo 'desconstrução' vem de Heidegger, que propôs,
no período inicial de sua trajetória, um projeto filosófico chamado destruição
da metafísica, o qual, por sua vez, procurava libertar os conceitos herdados da
tradição que haviam se enrijecido - há muito sedimentadas pelo hábito de sua
transmissão -, e retorná-los à experiência de pensamento original. Tratava-se,
portanto, de um projeto em nada destrutivo, no sentido de um simples
aniquilamento, e que Heidegger pôde nomear com a palavra alemã Destruktion. Ao
passar para o francês, Derrida percebeu ser impossível evitar esta conotação
fortemente negativa da palavra 'destruição'; o termo 'desconstrução' lhe pareceu
então mais apropriado para captar essa idéia inicial contida no projeto de
Heidegger, o que não quer dizer que a desconstrução seja uma simples repetição
do projeto heideggeriano" (Paulo Cesar DUQUE-ESTRADA, 2005).
4 Em janeiro
de 2005, o diretor da Universidade de Harvard, Lawrence H. Summers, sugeriu, em
conferência, que diferenças biológicas entre os sexos poderiam explicar por que
poucas mulheres são bem-sucedidas nas ciências e nas matemáticas. Publicada no
New York Times e transcrita no jornal O Globo, na página 31, em 19 de janeiro de
2005, gerou debates na imprensa nacional e internacional.
5
DUQUE-ESTRADA, 2004.
6 Judith BUTLER, 1992. O livro do qual o ensaio de
Judith Butler faz parte é uma compilação de quatro dos sete ensaios do livro
original Feminism/postmodernism, publicado por Routledge (Nova York e Londres,
1990). Tradução para o espanhol de Márgara Averbach: "Sin un concepto unificado
de mujer o, mínimamente, una similaridad de tipo familiar entre los términos
relacionados por su género, la política feminista parece perder la base
categórica de suas propias afirmaciones normativas. ¿Qué constituye el 'quién',
el sujeto, para el que el feminismo busca la libéracion? Si no hay sujeto ¿qué
vamos emancipar ?" (p. 78-79).
7 BUTLER, 1998.
8 FRASER e
NICHOLSON, 1992.
9 Jean-François LYOTARD, 2002.
10 "Finalmente, la
teoría feminista posmoderna dejaría de lado la idea de un sujeto de historia.
Reemplazaría las nociones unitarias de mujer e identidad genérica femenina por
conceptos de identidad social que fueran plurales y de construcción compleja, y
en los cuales el género fuera solamente un hilo relevante entre otros" (p. 26 da
edição argentina, de 2001). A tradução para o português é minha. Tradução para o
espanhol de Márgara Averbach. O livro é uma complilação de quatro dos sete
ensaios do livro original Feminism/postmodernism, publicado por Routledge (Nova
York e Londres, 1990).
11 BUTLER, 1998.
12 FRASER, 1998.
13
BACCI, FERNÁNDEZ e OBERTI, 2005.
14 BUTLER, 2005. Butler: "I would say
that I'm a feminist theorist before I'm a queer theorist or a gay and lesbian
theorist. My commitments to feminism are probably my primary commitments. Gender
Trouble was a critique of compulsory heterosexuality within feminism, and it was
feminists that were my intended audience. At the time I wrote the text there was
no gay and lesbian studies, as I understood it. When the book came out, the
Second Annual Conference of Lesbian and Gay Studies was taking place in the USA,
and it got taken up in a way that I could never have anticipated. I remember
sitting next to someone at a dinner party, and he said that he was working on
queer theory. And I said: What's queer theory? He looked at me like I was crazy,
because he evidently thought that I was a part of this thing called queer
theory. But all I knew was that Teresa de Lauretis had published an issue of the
journal Differences called 'Queer Theory'. I thought it was something she had
put together. It certainly never occurred to me that I was a part of queer
theory. I have some problems here, because I think there's some anti-feminism in
queer theory. Also, insofar as some people in queer theory want to claim that
the analysis of sexuality can be radically separated from the analysis of
gender, I'm very much opposed to them. The new Gay and Lesbian Reader that
Routledge have just published begins with a set of articles that make that
claim. I think that separation is a big mistake. Catharine MacKinnon's work sets
up such a reductive causal relationship between sexuality and gender that she
came to stand for an extreme version of feminism that had to be combatted. But
it seems to me that to combat it through a queer theory that dissociates itself
from feminism altogether is a massive mistake."
15 Irene MEIJER e Baukj
PRINS, 2005.
16 BUTLER, 2001.
Referências
bibliográficas
BACCI, Claudia; FERNÁNDEZ, Laura; OBERTI, Alejandra. "De
injusticias distributivas e políticas identitárias. Una intervención con el
debate Butler-Fraser". Revista Gênero, Nuteg, v. 4, n. 1. Disponível em:
http://www.portalfeminista.org.br/artigo.phtml?obj_id=1390&ctx_cod=5.2
.
Acesso em: 23 jan. 2005.
BUTLER, Judith. "Fundamentos contingentes: o
feminismo e a questão do pós-modernismo". Cadernos Pagu, n. 11, p. 11-42, 1998.
Tradução de Pedro Maia Soares para versão do artigo "Contingent Foundations:
Feminism and the Question of Postmodernism", no Greater Philadelphia Philosophy
Consortium, em setembro de 1990.
______. "Problema de los géneros, teoría
feminista y discurso psicoanalítico". In: NICHOLSON, J. Linda (Org.).
Feminismo/posmodernismo. Buenos Aires: Feminaria Editora, 1992. p.
75-95.
______. "Merely Cultural." NLR, I/227, Jan./Feb. 1998. p.
33-44.
______. "Corpos que pesam: sobre os limites discursivos do sexo".
Tradução de Tomaz Tadeu da Silva. In: LOURO, Guacira Lopes (Org.). O corpo
educado. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2001. p. 151-172.
______.
"Gender as Performance: An Interview with Judith Butler." Radical Philosophy,
67, Summer 1994. Disponível em: http://www.theory.org.uk/but-int1.htm
Acesso
em: 23 jan. 2005.
DERRIDA, Jacques. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva,
2004.
DUQUE-ESTRADA, Paulo Cesar. "Alteridade, violência e justiça:
trilhas da desconstrução". In: ______. (Org.). Desconstrução e ética: ecos de
Jacques Derrida. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio/Edições Loyola, 2004. p.
33-64.
______. Ecos da descontrução. Entrevista disponível em:
http://www.puc-rio.br/editorapucrio/autores/autores_entrevistas_paulo_cesar_duque.html
Acesso em 29 jan. 2005.
FRASER, Nancy. "Heterosexism, Misrecognition and
Capitalism: a Response to Judith Butler." NLR, I/228, Mar./Apr. 1998. p.
140-149.
FRASER, Nancy; NICHOLSON, J. Linda. "Crítica social sin
filosofía: un encuentro entre el feminismo y el posmodernismo". In: NICHOLSON,
J. Linda (Org.). Feminismo/posmodernismo. Buenos Aires: Feminaria Editora, 1992.
p. 7-29.
HEIDEGGER, Martin. Carta sobre o humanismo. São Paulo: Editora
Moraes, 1991.
LYOTARD, Jean-François. A condição pós-moderna. Rio de
Janeiro: José Olympio Editora, 2002.
MEIJER, Irene; PRINS, Baukj. "Como
os corpos se tornam matéria: entrevista com Judith Butler". Revista Estudos
Feministas, v. 10, n. 1, 2002. Também disponível em:
http://www.portalfeminista.org.br/artigo.phtml?obj_id=1118&ctx_cod=5.1
Acesso em: 27 de jan. 2005
© 2007 Revista Estudos
Feministas
Campus Universitário - Trindade
88040-970 Florianópolis SC
- Brasil
Tel. (55 48) 3331-8211
Fax: (55 48)
3331-9751